Brasil

08 de Agosto de 2025

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1. Brasil reage ao tarifaço de Trump e leva caso à OMC

Com a entrada em vigor das tarifas de 50% impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros, o governo Lula acionou os Estados Unidos na OMC. Embora alguns itens como suco de laranja, petróleo e aeronaves tenham ficado com taxa reduzida, produtos como carne e café seguem com a alíquota máxima. A medida dos EUA, considerada pelo Brasil como sendo uma violação de acordos internacionais, motivou a primeira ação formal do país contra o governo norte-americano.

O Itamaraty afirma que os EUA infringem compromissos assumidos na OMC, como o princípio da nação mais favorecida. Serão realizadas consultas bilaterais para que as partes busquem uma solução para a disputa. Caso não haja acordo, o processo pode seguir para um painel de arbitragem com data e local a serem definidos nas próximas semanas.

Exame: Tarifas de Trump: governo Lula aciona Estados Unidos na OMC

2. Agro teme novas retaliações dos EUA por compra de fertilizantes russos

O agronegócio brasileiro está em alerta com a possibilidade de novas sanções dos EUA, após Donald Trump ameaçar aplicar tarifas secundárias de até 100% a países que continuarem comprando produtos russos. O foco da preocupação são os fertilizantes, dos quais o Brasil importa mais de 90%, com 30% vindos da Rússia. Representantes do setor e da bancada ruralista já comunicaram o Itamaraty sobre os riscos, temendo que as represálias venham na forma de sobretaxas ou restrições a outros produtos brasileiros exportados.

A medida, caso confirmada, afetaria diretamente uma das bases da produção agrícola nacional, considerando que soja, milho e cana consomem mais de 70% dos fertilizantes no país. A dependência brasileira da Rússia cresceu expressivamente nos últimos anos, com o país prestes a bater novo recorde de importações em 2025. Autoridades brasileiras que estiveram em Washington relataram incômodo dos americanos principalmente com o volume de combustível russo comprado pelo Brasil, o segundo item mais importado depois dos fertilizantes.

Folha de S.Paulo: Agro teme sanções de Trump ao Brasil por compra de fertilizantes russos e faz alerta ao Itamaraty

3. Brasil bate recorde de produção e celebra nova descoberta da BPs

O Brasil registrou produção recorde de petróleo e gás natural em junho, somando 4,9 milhões de barris de óleo equivalente por dia, segundo a ANP. O pré-sal foi responsável por 3,86 milhões desse total, refletindo alta de mais de 12% em relação ao mesmo mês de 2024. O desempenho reforça o papel estratégico do setor para a segurança energética e geração de receita ao país.

Em meio a esse cenário, o governo comemorou a maior descoberta da BP no Brasil em 25 anos, com uma jazida significativa na Bacia de Santos. A expectativa é que a nova reserva amplie a longevidade do pico de produção do pré-sal e fortaleça a posição do país como polo energético global. A descoberta também reforça o interesse da petroleira britânica em expandir operações no Brasil, com impacto potencial em investimentos e arrecadação futura.

Agência Brasil: Produção nacional de petróleo e gás natural é recorde em junho
Exame: ‘Muito relevante’: governo celebra descoberta da BP e se reunirá com petroleira

4. Setor de data centers ganha força no Brasil com foco em IA e infraestrutura

O mercado brasileiro de data centers, que hoje ocupa a 12ª posição no ranking global, vive uma nova fase de expansão impulsionada pela inteligência artificial. Projetos voltados a IA estão se multiplicando e elevando a demanda por energia e refrigeração em níveis inéditos. Os novos centros, que podem consumir o equivalente à energia de até 16 milhões de casas, marcam uma transição do país de um modelo baseado em nuvem para uma infraestrutura mais robusta.

Com o avanço, surgem desafios críticos relacionados ao meio ambiente, como o alto consumo de energia e o uso intensivo de sistemas de resfriamento, muitos deles com potencial impacto hídrico. O crescimento levanta alertas sobre sustentabilidade e transparência, já que especialistas apontam a falta de dados públicos sobre os reais impactos desses empreendimentos. Ainda assim, o setor ganha relevância como um novo pilar estratégico da economia digital nacional.

G1: Primeiros data centers de IA no Brasil podem consumir mesma energia de 16 milhões de casas; conheça os projetos

5. COP30 mantém Belém como sede apesar de críticas a preços de hospedagem

O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, afirmou que os preços das hospedagens em Belém estão “muito acima” dos praticados em outras edições da conferência climática. Apesar da pressão de delegações estrangeiras por uma mudança de sede, ele reforçou que “o plano B é Belém” e que o governo trabalha para encontrar soluções com o setor hoteleiro.

Corrêa do Lago destacou a importância de realizar o evento no coração da Amazônia e afirmou que a COP será um momento de ajuste para os desafios do multilateralismo climático. O presidente Lula também anunciou que convidará o presidente Donald Trump para a conferência, com o objetivo de dialogar sobre as posições dos EUA no tema ambiental.

G1: Presidente da COP30 afirma que preço de hospedagens em Belém está ‘muito acima’, mas que governo busca solução
Agência Brasil: Ministro do Turismo garante hospedagem acessível para COP30 em Belém