Brasil
15 de Agosto de 2025

1. Governo anuncia plano de suporte a empresas após tarifaço
O governo Lula anunciou um plano de contingência para auxiliar empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A medida busca alternativas para garantir a competitividade das empresas e minimizar os efeitos negativos sobre a produção e exportação brasileira.
O plano de contingência inclui linha de crédito de R$ 30 bilhões, compras governamentais, adiamento no pagamento de impostos e aumento da devolução de crédito tributário, além de diversas frentes de apoio e negociações diplomáticas.
Estadão: Lula anuncia socorro a empresas contra tarifaço e cobra votação ‘rápida’ do Congresso; veja medidas
2. Exportadores avaliam que pacote do governo é insuficiente
Setores industriais e de exportação avaliam que o pacote de medidas do governo para reduzir os impactos da sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos representa um avanço, mas é insuficiente para resolver problemas estruturais e preservar empregos. Os exportadores brasileiros avaliam que as medidas não são capazes de proteger os empregos e temem demissões em massa devido à crise e barreiras comerciais.
Para as principais federações de indústrias do Brasil, é preciso medidas mais eficazes para garantir a competitividade, como acelerar negociações diplomáticas com os EUA, abrir novos mercados e adotar medidas de defesa comercial para conter a concorrência de produtos importados com preços subsidiados.
Estadão: Exportadores veem avanços no pacote, mas consideram medidas insuficientes para garantir empregos
3. Indústria brasileira registra queda na confiança
A confiança da indústria brasileira registrou nova queda em agosto, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de confiança do empresário industrial (ICEI) recuou 1,2 ponto, alcançando 46,1 pontos, mostrando pessimismo no setor. Este é o oitavo mês consecutivo que o indicador permanece em território negativo. A falta de otimismo reflete incertezas econômicas e desafios.
Empresários apontam para a percepção de piora na economia atual. Segundo a CNI, a piora da avaliação dos empresários quanto ao futuro da economia e dos próprios negócios foi o fator que mais contribuiu para a queda da confiança. As expectativas para os próximos meses também são desfavoráveis. A queda da confiança pode impactar investimentos e produção industrial, um cenário que exige atenção e medidas para reverter essa tendência.
CNN Brasil: CNI: Confiança da indústria cai em agosto e índice fica negativo há 8 meses
4. IPCA de julho aponta para cenário mais estável
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma alta de 0,26% no mês de julho, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este resultado representa uma desaceleração significativa em comparação com o mês anterior, indicando uma tendência de menor pressão inflacionária. A inflação acumulada nos últimos doze meses também apresentou uma trajetória de queda, reforçando a moderação dos preços. Esse cenário é positivo para a economia e para o poder de compra dos consumidores.
Os principais grupos que influenciaram essa variação foram alimentação e bebidas, que tiveram aumentos mais contidos do que o esperado. O setor de transportes também contribuiu para a desaceleração do índice geral, com variações mais amenas em seus componentes. Com os resultados de julho, o IPCA acumula uma alta de 5,23% nos últimos 12 meses. O resultado permanece acima da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%. Em 2025, os preços já subiram 3,26%.
G1: IPCA: preços sobem 0,26% em julho, bem abaixo da expectativa do mercado financeiro
5. Vendas no comércio recuam pelo 3º mês consecutivo
As vendas do comércio varejista brasileiro registraram uma nova queda em junho, de 0,1%. Este é o terceiro mês consecutivo de recuo no setor, indicando um cenário de desaceleração. O resultado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e surpreendeu negativamente o mercado. A persistência da queda acende um alerta para a economia.
Os fatores que levaram à queda lenta dos últimos meses são a diminuição do crédito, provocada pela alta taxa de juros, e a inflação. Diversos segmentos do comércio contribuíram para o resultado negativo do mês. As famílias estão mais cautelosas com seus gastos, impactando o consumo. A retração nas vendas reflete desafios econômicos e incerteza, e o setor aguarda medidas que possam reverter essa tendência de queda.
Agência Brasil: Vendas no comércio recuam 0,1% em junho, 3º mês seguido de queda