Brasil
05 de Setembro de 2025

1. Banco Central rejeita acordo entre BRB e Master
O Banco Central (BC) indeferiu a compra de parte do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília), um desfecho que abala o mercado financeiro e deixa o futuro do Master em situação incerta. A decisão interrompe o contrato de compra e venda de ações celebrado em março por meio de uma negociação que envolvia originalmente R$ 50 bilhões em ativos e deixava de fora R$ 23 bilhões em títulos de baixa liquidez, vistos como problemáticos. De acordo com especialistas, o BC se utilizou de critérios técnicos, sendo a governança um dos principais deles. As operações financeiras do Banco Master eram vistas como demasiadamente agressivas pelo mercado.
Conhecido por seu crescimento exponencial via captações de CDBs com taxas elevadas e cobertas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o Master acabou aplicando recursos em ativos de alto risco e baixa liquidez, o que o colocou em situação delicada. A decisão do BC pode abrir caminho para uma intervenção na instituição, permitindo a execução de proteção via FGC. BRB e Master afirmam estarem aguardando os fundamentos da decisão para avaliar os próximos passos, incluindo a possibilidade de um pedido de reconsideração à autoridade monetária.
Valor Econômico: BC rejeita acordo com BRB, e futuro do Master é incerto
UOL: Entenda por que o BC rejeitou compra do Banco Master pelo BRB
2. PIB cresce 0,4% no 2º trimestre
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou um crescimento de 0,4% no segundo trimestre de 2025, totalizando R$ 2,9 trilhões, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou em linha com a expectativa do mercado financeiro, que esperava uma alta entre 0,14% e 0,5%. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB brasileiro subiu 3,2%, totalizando R$ 3,2 trilhões no período.
Em relação ao primeiro trimestre de 2025, período no qual o crescimento foi de 1,3%, houve uma desaceleração. Apesar disso, o desempenho acumulado em 12 meses traz posicionamento positivo para o Brasil no cenário internacional. A economia brasileira alcançou o sexto maior crescimento entre os países do G20. A combinação do crescimento trimestral positivo com a posição no G20 sugere que as políticas econômicas e a dinâmica do mercado estão contribuindo para uma expansão consistente, mesmo diante de desafios globais. A expectativa agora se volta para a manutenção do ritmo.
BBC: PIB do Brasil cresce 0,4% no 2º trimestre; veja quanto outras grandes economias cresceram
Agência Brasil: Em 12 meses, economia brasileira acumula 6º maior crescimento do G20
3. BNDES e SENAI impulsionam Indústria 4.0 com R$ 56 milhões
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) firmaram um acordo para repassar R$ 56 milhões a empresas brasileiras, visando a modernização e a transição para a Indústria 4.0. O objetivo é aumentar a competitividade e a produtividade do setor industrial brasileiro. Os recursos serão destinados a projetos de digitalização, automação e implementação de tecnologias avançadas, como Inteligência Artificial, Internet das Coisas e Big Data.
Pequenas e médias empresas (PMEs) terão prioridade no acesso a esses fundos, em uma busca para democratizar o acesso à tecnologia e reduzir o gap digital. O investimento é não reembolsável, ou seja, não representa um empréstimo. A iniciativa faz parte de um esforço de preparo da indústria nacional para os desafios e oportunidades da quarta revolução industrial. O BNDES atuará na parte financeira, enquanto o SENAI oferecerá suporte técnico e capacitação, garantindo que as empresas não apenas recebam o investimento, mas também tenham o conhecimento necessário para aplicá-lo de forma eficaz. A expectativa é gerar um impacto positivo significativo na economia e no emprego.
Agência Brasil: BNDES e Senai vão repassar R$ 56 milhões para a indústria 4.0
4. Governo libera R$ 30 bilhões em crédito extra para Plano Brasil Soberano
O governo federal abriu um crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para financiar o Plano Brasil Soberano. A medida visa impulsionar projetos estratégicos e investimentos em áreas prioritárias para o desenvolvimento nacional. O Plano Brasil Soberano foca em setores-chave como infraestrutura, energia, tecnologia e segurança alimentar, buscando fortalecer a autonomia econômica do país e reduzir dependências externas. Os recursos adicionais permitirão acelerar obras e iniciativas que estavam com o cronograma comprometido ou que necessitavam de aporte financeiro extra.
A liberação do crédito reflete a prioridade do governo em estimular o crescimento econômico e gerar empregos, especialmente em um cenário de recuperação pós-crise. A expectativa é que o investimento direto nessas áreas estratégicas tenha um efeito multiplicador na economia, beneficiando diversas cadeias produtivas e regiões do Brasil. A medida é vista como um passo importante para a retomada do investimento público e privado.
Agência Brasil: Governo abre crédito extra de R$ 30 bilhões para Plano Brasil Soberano
5. BNDES pretende mobilizar R$ 18 bilhões em investimentos sustentáveis
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou um edital de apoio a fundos de investimento focados em soluções sustentáveis, por meio do qual espera mobilizar até R$ 18 bilhões. O objetivo é impulsionar projetos e empresas em áreas cruciais como transição energética, descarbonização, reflorestamento e economia circular. O edital prevê apoio a dois tipos de fundos. O primeiro deles consiste na participação do banco em empresas, enquanto o segundo, oferece créditos para financiamentos.
De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, essa é a maior chamada pública de fundos da história do banco, e demonstra um alinhamento a estratégias de combate à crise climática. Com o objetivo de posicionar o banco como investidor-âncora, a expectativa é induzir a participação de investidores privados em setores estratégicos para a agenda de desenvolvimento sustentável do país.
Folha de S. Paulo: BNDES anuncia até R$ 5 bilhões para fundos de investimento em soluções sustentáveis