Brasil
09 de Janeiro de 2026

1. Comissão Europeia aprova acordo com Mercosul
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia recebeu o aval provisório da Comissão Europeia em 9 de janeiro de 2026, abrindo caminho para a assinatura formal prevista para a segunda-feira (12), no Paraguai. O tratado, negociado há 25 anos, visa criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, integrando um mercado de 700 milhões de pessoas.
Os próximos passos envolvem processos rigorosos de ratificação: no Mercosul, os Congressos nacionais de cada país precisam aprovar o texto; na Europa, o Parlamento Europeu deve analisar o acordo e, dependendo da interpretação jurídica, parlamentos nacionais também podem ser consultados.
Apesar do avanço, o pacto ainda enfrenta resistência de agricultores europeus, especialmente na França. Em contrapartida, países como Alemanha e Espanha apoiam a medida para ampliar exportações e reduzir a dependência comercial da China.
G1: Acordo UE-Mercosul: entenda os próximos passos
2. Ibovespa recua e dólar opera estável no início do ano
O mercado financeiro iniciou 2026 com volatilidade. No pregão mais recente, o dólar operou em estabilidade, cotado próximo a R$ 5,39, após ter fechado o ano de 2025 com uma queda acumulada de 11%. Já o Ibovespa apresentou recuo técnico, mas o clima geral é de otimismo moderado após a bolsa subir mais de 33% no último ano.
Investidores monitoram dados de emprego nos EUA e a situação política na Venezuela, que afeta o mercado de petróleo. No cenário interno, as restrições da China à carne brasileira também estão no radar, podendo impactar ações de frigoríficos.
O Globo: Dólar e Bolsa operam estáveis com mercado atento a dados de emprego nos EUA e temas domésticos
3. Preços dos alimentos devem ser pressionados em 2026
Para 2026, a previsão é de pressão nos preços dos alimentos, especialmente nas proteínas animais. A safra de grãos deve ser similar à de 2025, mas a pecuária enfrenta um ciclo de baixa produtividade devido ao grande abate de fêmeas nos anos anteriores.
Com a oferta reduzida de carne bovina, a tendência é que os consumidores migrem para frango, suínos e ovos, elevando também os preços desses itens por causa da maior demanda. Embora o milho tenha uma projeção de queda na colheita, a safra de soja deve atingir novo recorde, o que pode ajudar a equilibrar o cenário inflacionário no campo.
Estadão: Safra menor e carnes mais caras: como devem se comportar os preços dos alimentos em 2026
4. Balança comercial fecha 2025 com superávit
A balança comercial brasileira fechou 2025 com um superávit de US$ 68,3 bilhões. Embora o valor seja 7,9% menor que o recorde de 2024, o resultado foi considerado sólido pelo governo. As exportações somaram US$ 348,7 bilhões, impulsionadas pelo excelente desempenho da agropecuária, com destaque para as carnes bovinas (+42,5%) e o café (+31,1%).
Por outro lado, as importações cresceram 6,7%, atingindo US$ 280,4 bilhões, puxadas principalmente pela compra de motores, máquinas e medicamentos, refletindo uma demanda aquecida por bens de capital e insumos industriais no país.
CNN: Balança comercial tem superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, diz governo
5. Projeção do IPCA para 2026 chega em 4,06%
Economistas consultados pelo Boletim Focus elevaram a projeção do IPCA para 2026, que agora está em 4,06%. O ajuste reflete preocupações com o cenário fiscal e a resiliência dos preços de serviços. Apesar da alta, a estimativa permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação (que vai até 4,5%).
Quanto aos juros, o mercado prevê que a Selic encerre 2026 em 12,25%, indicando um ciclo de cortes graduais ao longo do ano, partindo do patamar atual de 15%. As projeções para o crescimento do PIB e a cotação do dólar para o fim de 2026 mantiveram-se estáveis.
Folha de S.Paulo: Economistas aumentam previsão de inflação para 2026