Brasil

7 de agosto de 2026

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1. Copom reduz Selic para 14% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo dos juros. A decisão, já esperada pelo mercado, levou a taxa ao menor nível desde março de 2025 e foi justificada pela estratégia de conduzir a inflação de volta à meta, ao mesmo tempo em que busca reduzir oscilações na atividade econômica e estimular o emprego.

Apesar da redução, o Banco Central manteve um tom cauteloso e afirmou que os próximos passos dependerão da evolução da inflação e do cenário internacional, marcado por incertezas como os conflitos no Oriente Médio e a política monetária das economias avançadas. A expectativa do mercado é de que a Selic encerre 2026 em 13,75% ao ano, embora os riscos inflacionários ainda mantenham os juros brasileiros entre os mais altos do mundo em termos reais.

G1: Selic: Copom reduz taxa básica de juros para 14% ao ano e Apesar de corte na Selic, Brasil tem o maior juro real do mundo; veja ranking

2. Mercado reage com cautela ao corte da Selic

O dólar caiu e a Bolsa brasileira recuou após a decisão do Copom de reduzir a taxa Selic para 14% ao ano, no quarto corte consecutivo dos juros. Como a medida já era esperada, a reação do mercado foi influenciada principalmente pelo comunicado do Banco Central, que evitou sinalizar os próximos passos da política monetária e reforçou que futuras decisões dependerão da evolução da inflação e do cenário econômico.

A postura cautelosa do BC manteve investidores em compasso de espera, diante das incertezas relacionadas à inflação, ao conflito no Oriente Médio e à política monetária das economias desenvolvidas. Analistas avaliam que o mercado seguirá sensível à divulgação de indicadores econômicos e resultados corporativos, enquanto permanece a expectativa de mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic antes de uma possível pausa no ciclo de redução dos juros.

Folha de S.Paulo: Dólar cai e Bolsa recua após decisão do Copom sobre a Selic

3. Endividamento das famílias atinge recorde de 82%

O percentual de famílias brasileiras com algum tipo de dívida chegou a 82% em julho, o maior nível da série histórica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), pelo sexto mês consecutivo. Apesar do avanço do endividamento, a inadimplência apresentou leve queda, passando para 29,8%, enquanto o tempo médio de atraso no pagamento das contas também recuou. Em média, 29,5% da renda familiar está comprometida com dívidas, principalmente no cartão de crédito, que concentra mais de 85% dos casos de endividamento.

A pesquisa mostra que o problema é mais intenso entre as famílias de menor renda, que registram índices mais altos tanto de endividamento quanto de inadimplência. Para a CNC, a recente redução da Selic pode melhorar as condições de crédito e facilitar renegociações, mas os efeitos devem ser graduais, já que o elevado comprometimento da renda limita a recuperação da capacidade de consumo das famílias.

Agência Brasil: CNC: endividamento das famílias sobe para 82%, mas inadimplência cai

4. Produção industrial registra maior queda em seis meses

A produção industrial brasileira caiu 1,8% em junho na comparação com maio, segundo o IBGE, registrando a maior retração em seis meses e a segunda queda consecutiva do indicador. O recuo foi disseminado entre os setores, com destaque para bens de consumo e para segmentos como derivados de petróleo, produtos químicos, alimentos, farmacêuticos e vestuário. Mesmo assim, a indústria ainda acumula alta de 1,5% no primeiro semestre de 2026.

Economistas avaliam que o resultado reflete a desaceleração da atividade econômica, influenciada principalmente pelo nível elevado da taxa de juros, que limita investimentos e o consumo de bens financiados. Apesar da expectativa de redução da Selic, o setor enfrenta um ambiente mais desafiador, embora alguns segmentos, como celulose, papel e metalurgia, tenham apresentado crescimento e ajudado a amenizar parte das perdas.

Valor Econômico: Indústria cai e tem o pior junho desde 2014Exame: Produção industrial cai 1,8% em junho, maior queda em seis meses

5. Recuperações judiciais avançam entre pequenas empresas

A recuperação judicial deixou de ser uma alternativa concentrada em grandes companhias e passou a ganhar espaço entre micro e pequenas empresas. Entre 2023 e 2026, a participação das microempresas no processo mais que dobrou, enquanto as pequenas cresceram 69% e as médias avançaram 31%. O movimento ocorre em meio ao cenário de juros elevados, crédito mais caro e maior pressão sobre o caixa das empresas menores, que têm menos acesso a fontes alternativas de financiamento.

O estoque total de empresas em recuperação judicial chegou a 6.341 no primeiro semestre de 2026, alta de 21,2% em 12 meses, embora com sinais recentes de desaceleração. Enquanto grandes empresas têm migrado para recuperações extrajudiciais, consideradas mais rápidas e menos onerosas, negócios menores enfrentam dificuldades com os custos do processo e a falta de mecanismos simplificados. O agronegócio, o comércio e a indústria seguem como os setores mais pressionados pelas reestruturações.

Valor Econômico: Cresce o volume de recuperações judiciais de pequenas empresas