Brasil

20 de Fevereiro de 2026

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1. Mercado reduz previsão de inflação para 2026

O mercado financeiro revisou para baixo a projeção de inflação para 2026, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) agora estimado em 3,95%, uma queda em relação aos 3,97% anteriores. Essa alteração, divulgada pelo Boletim Focus do Banco Central, reflete um otimismo crescente quanto ao controle inflacionário no próximo ano.

A expectativa de um IPCA abaixo da marca de 4% para 2026 sinaliza um ambiente econômico mais estável e favorável para o poder de compra dos consumidores, embora a meta oficial de inflação do Banco Central para o período ainda seja um desafio. A contínua vigilância das autoridades monetárias e a evolução dos indicadores econômicos serão cruciais para a concretização dessas projeções.

Valor Econômico: Mercado reduz projeção do IPCA de 2026 de 3,97% para 3,95%, aponta Focus

2. Economia cresce 2,5% em 2025, segundo prévia do PIB

A economia brasileira registrou um crescimento sólido de 2,5% em 2025, conforme o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Este resultado positivo consolidou um ano de recuperação e expansão. No entanto, o mês de dezembro de 2025 apresentou um ligeiro recuo na atividade econômica, com o IBC-Br caindo 0,20% em relação ao mês anterior.

Essa desaceleração pontual no final do ano levanta questões sobre o ímpeto de crescimento para o início de 2026, mas não ofusca o desempenho robusto alcançado ao longo de 2025, impulsionado por diversos setores e políticas econômicas.

Exame: IBC-BR: prévia do PIB cai 0,20% em dezembro de 2025
O Globo: Economia brasileira cresce 2,5% em 2025, aponta índice do BC

3. Liquidação do Banco Pleno aumenta crise do Master 

A crise que envolve o Grupo Master se intensifica com a liquidação do Banco Pleno, decretada pelo Banco Central. Essa medida resultará em um desembolso de R$ 4,9 bilhões por parte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para cobrir os clientes afetados. A decisão sobre o Banco Pleno adiciona-se a uma série de intervenções, elevando para oito o número de instituições financeiras ligadas ao Grupo Master que já foram liquidadas pelo Banco Central.

A situação reflete desafios significativos de solvência e conformidade regulatória dentro do conglomerado, impactando a confiança do mercado e reforçando a atuação do FGC na proteção dos depositantes em cenários de instabilidade financeira.

O Globo: Com liquidação do banco Pleno, Fundo Garantidor de Crédito vai desembolsar mais R$ 4,9 bilhões a clientes e Banco Central já decretou liquidação de sete instituições financeiras ligadas ao Master

4. PIB podem encolher 6,2% com redução na Escala 6X1

A proposta de reduzir a jornada de trabalho para 36 horas semanais, em um regime 6×1, levanta debates sobre seu impacto econômico no Brasil. Um estudo recente sugere que essa mudança poderia encolher o Produto Interno Bruto (PIB) em até 6,2%, preocupando setores produtivos e o governo.

Contudo, as centrais sindicais defendem a medida, argumentando que o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores podem compensar as perdas inicialmente projetadas. Elas esperam que a negociação inclua mecanismos de compensação para mitigar os efeitos negativos no crescimento, buscando um equilíbrio entre o bem-estar social e a saúde econômica do país.

Folha de S.Paulo: Escala 6×1: redução pode encolher PIB em 6,2% – 16/02/2026 – Economia – Folha

5. Bancos revisam para 8,4% projeção de crédito para 2026

O setor bancário brasileiro projeta um cenário otimista para 2026, com uma expectativa de expansão de 8,4 pontos percentuais no crédito, conforme dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Essa previsão sinaliza uma confiança renovada na recuperação econômica e na capacidade de pagamento dos consumidores e empresas.

Um aumento significativo na oferta de crédito pode impulsionar o investimento, o consumo e, consequentemente, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A melhora nas condições de mercado e a redução gradual da taxa de juros são fatores que contribuem para esse cenário favorável, indicando um ambiente mais propício para o financiamento de atividades econômicas no próximo ano.

Valor Econômico: Bancos esperam expansão de 8,4% no crédito em 2026, diz Febraban