Brasil
24 de abril de 2026

1. Petróleo reage a tensões
Os preços do petróleo voltaram a subir com força após a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, impulsionados pela incerteza em torno do cessar-fogo e das negociações de paz. O Brent avançou mais de 5%, enquanto o WTI teve alta próxima de 7%, refletindo o aumento do risco geopolítico na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de energia. O movimento reverte parte das perdas registradas dias antes, quando sinais de trégua haviam reduzido temporariamente a pressão sobre os mercados.
A apreensão de um navio iraniano pelos EUA e as ameaças de retaliação reacenderam temores de novos confrontos, colocando em dúvida a continuidade das negociações diplomáticas. Apesar disso, analistas avaliam que os preços ainda estão abaixo dos picos observados no início do conflito e que, sem uma guerra em larga escala, a tendência pode ser de acomodação gradual. Ainda assim, o cenário permanece volátil, com o mercado sensível a qualquer novo desdobramento na região.
Agência Brasil: Petróleo sobe 6% com temores de colapso do cessar-fogo entre EUA e Irã
2. Boletim Focus: expectativas sob pressão
O Banco Central do Brasil registrou uma nova alta nas projeções de inflação e juros, refletindo um cenário mais desafiador para a economia. A estimativa do IPCA para 2026 subiu para 4,80%, enquanto a expectativa para a taxa Selic no mesmo período avançou de 12,5% para 13%. O movimento ocorre em meio às pressões inflacionárias associadas à alta do petróleo, o que tem levado o mercado a revisar o ritmo e a intensidade da política monetária.
Já o crescimento econômico segue praticamente estável, com leve ajuste na previsão do PIB para 1,86% em 2026, enquanto o câmbio teve revisão para baixo, com o dólar estimado em R$ 5,30. O conjunto de projeções mostra um cenário de inflação persistente, juros elevados e crescimento moderado, reforçando a cautela nas expectativas do mercado.
Exame: Focus: mercado aumenta projeção da Selic de 12,5% para 13% em 2026
3. Redução da jornada ganha força, mas custo ainda divide opiniões
O fim da escala de trabalho 6×1 avançou na Câmara dos Deputados após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, mas a discussão deve ganhar complexidade na próxima fase, com a análise em comissão especial. Apesar do apoio inicial e do apelo popular da medida, o foco agora se volta para o desenho da proposta, especialmente em relação à carga horária, que pode variar entre 36 e 40 horas semanais, e à forma de implementação sem impactos negativos relevantes para a economia.
O debate também se concentra nos custos para as empresas e na necessidade de um período de transição, que pode chegar a até dez anos, além de possíveis incentivos para o setor produtivo. Enquanto parte do empresariado alerta para riscos como aumento de custos, informalidade e menor geração de empregos, defensores da proposta destacam ganhos sociais e qualidade de vida. O tema segue sem consenso, com negociações em andamento para equilibrar interesses econômicos e demandas trabalhistas.
CNN Brasil: Fim de escala 6×1 avança, mas debate sobre custo e transição se intensifica
4. BRB negocia ativos e tenta estabilizar situação financeira
O Banco Regional de Brasília anunciou um acordo com a Quadra Capital para a venda de cerca de R$ 15 bilhões em ativos herdados do Banco Master, em uma operação considerada estratégica para melhorar sua liquidez. O negócio prevê um pagamento inicial entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões, enquanto o restante será estruturado por meio de um fundo de investimento voltado à gestão e monetização desses ativos. A iniciativa faz parte de um esforço do banco para reorganizar seu portfólio e fortalecer sua estrutura de capital.
A operação ocorre em meio a desafios financeiros relevantes enfrentados pelo BRB, que vinha buscando alternativas para lidar com ativos problemáticos e pressões de caixa. Nos últimos meses, o banco chegou a vender carteiras consideradas saudáveis para gerar liquidez e evitar riscos maiores. Com o acordo, a expectativa é estabilizar a situação financeira, embora ainda existam incertezas relacionadas à transparência dos balanços e à necessidade de reforço de capital, que seguem no radar de investidores e reguladores.
O Globo: BRB anuncia acordo com Quadra Capital para vender R$ 15 bilhões em ativos do Master
5. Avanço da população 60+ impulsiona nova frente de consumo e negócios
A economia prateada já movimenta cerca de R$ 2 trilhões no Brasil, impulsionada por mais de 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais. Com o envelhecimento acelerado da população, esse grupo se consolida como um dos principais motores de consumo e atividade econômica no país, influenciando cada vez mais as estratégias de mercado.
Esse avanço vem acompanhado de mudanças no comportamento e nas demandas, com maior busca por saúde, bem-estar, turismo, serviços financeiros e soluções adaptadas. Ao mesmo tempo, cresce o protagonismo dos 60+ no empreendedorismo, muitas vezes como alternativa ao mercado formal, reforçando a necessidade de capacitação e de modelos de negócio voltados a um público mais ativo, digital e economicamente relevante.
Agência Brasil: Economia prateada mostra força de consumidores e empreendedores 60+