Brasil

24 de julho de 2026

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1. Recorde financeiro: valor da bolsa brasileira é o segundo maior da história

A bolsa de valores brasileira (B3) registrou um marco expressivo ao atingir o segundo maior valor de mercado de sua história. O resultado reflete o movimento recente de valorização de grandes companhias nacionais e a atratividade dos ativos domésticos para investidores. Contudo, apesar do forte desempenho medido em moeda local, a capitalização total da bolsa permanece abaixo do patamar de US$ 1 trilhão.

Essa barreira simbólica em moeda estrangeira continua sendo um desafio para o mercado financeiro do país, afetada diretamente pela oscilação do câmbio e pela desvalorização do real frente ao dólar. Analistas apontam que, para ultrapassar a marca histórica global, o cenário exige uma consolidação do ambiente fiscal interno e maior previsibilidade econômica, fatores essenciais para atrair fluxos mais robustos de capital internacional e impulsionar o valor das empresas no exterior.

Exame: Bolsa brasileira atinge 2º maior valor da história, mas segue abaixo de US$ 1 tri

2. Crescimento moderado: CNI projeta expansão de 2% para a economia

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve em 2% a projeção de crescimento do PIB brasileiro para este ano, segundo o Informe Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (22). A estimativa indica avanço moderado, impulsionado pela indústria extrativa, agropecuária e pelo setor de serviços. No entanto, o avanço robusto é travado pelos juros elevados, custos de produção e a instabilidade fiscal.

O relatório aponta para um cenário macroeconômico pressionado: a previsão da inflação oficial (IPCA) foi elevada de 4,4% para 5%. Devido a essa persistência dos preços, a CNI prevê uma política monetária mais rígida, estimando a taxa Selic no fim do ano em 13,75% (ante previsão anterior de 12,75%). No cenário externo, a guerra no Oriente Médio continua sendo o principal fator de risco ao elevar os custos de insumos e combustíveis, enquanto as importações em alta concorrem com a indústria nacional de transformação.

InfoMoney: CNI mantém projeção de alta de 2% do PIB para este ano

3. Governo destina R$ 18,5 bi para setores afetados por tarifas

O governo federal estruturou um plano de assistência financeira de R$ 18,5 bilhões voltado a empresas e setores econômicos atingidos pelo recente aumento de tarifas dos EUA. A medida consiste no reempacotamento de programas governamentais existentes, integrando ações sob o escopo do programa “Brasil Soberano”. O objetivo principal da iniciativa é mitigar o impacto imediato da elevação de custos e aliviar o caixa das companhias afetadas pela nova política tributária.

A liberação dos recursos será distribuída entre subsídios diretos para cadeias produtivas específicas e a abertura de linhas de crédito facilitadas para capital de giro. De acordo com o planejamento oficial, o montante provém do remanejamento de fundos setoriais já previstos no orçamento. O cronograma de desembolsos e os impactos fiscais da medida serão monitorados diretamente pelo Ministério da Fazenda ao longo do segundo semestre.

Valor Econômico: Ajuda a afetados por novo tarifaço chega a R$ 18,5 bi

4. Pressão cambial: dólar avança antes de decisão sobre juros na Europa

O dólar valorizou-se globalmente nesta quinta-feira (23), impulsionado pela revisão das expectativas sobre os juros nos Estados Unidos e por tensões no Oriente Médio. O avanço reflete a redução das apostas do mercado em cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed) e a alta do petróleo, provocada por ataques a navios no Mar Vermelho e impactos logísticos no Estreito de Ormuz.

A moeda americana renovou sua máxima em quase quatro décadas frente ao iene, atingindo o patamar de 163,44 ienes — o maior nível registrado desde dezembro de 1986. O dólar também subiu ante o euro, que recuou 0,08% para US$ 1,1403, às vésperas da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). A projeção majoritária do mercado indica a manutenção das taxas europeias na reunião atual, embora investidores ainda projetem ajustes até o início de 2027.

Exame: Dólar ganha força antes de decisão do BCE e pressiona moedas

5. Preço do petróleo avança e supera a marca de US$ 96

Os preços internacionais do petróleo registraram nova disparada nesta quinta-feira (23), com a cotação da commodity ultrapassando a marca de US$ 96 por barril. O movimento de forte valorização é impulsionado pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que comprometem rotas marítimas estratégicas para o escoamento global da produção.

Essa alta nos custos da energia eleva as pressões sobre a inflação global e gera reflexos diretos nas políticas monetárias das principais economias. Diante do encarecimento do insumo, crescem as projeções de que bancos centrais, como o Federal Reserve (Fed) nos Estados Unidos, precisarão manter as taxas de juros em patamares elevados por mais tempo para conter o avanço dos preços. O cenário de juros restritivos e insumos pressionados reflete-se em uma postura de maior cautela e aversão ao risco nos mercados financeiros internacionais.

CBN: Preço do petróleo volta a disparar e ultrapassa a marca de US$ 96 por barril