Brasil

12 de junho de 2026

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1. Relação entre Governo e Congresso é testada com avanço de “pautas-bomba” fiscais

O Senado Federal avançou com uma série de propostas legislativas de forte impacto financeiro, conhecidas como “pautas-bomba”, que representam um desafio fiscal significativo para o governo federal. Entre os projetos que ganharam força estão medidas que ampliam despesas obrigatórias e concedem benefícios tributários, pressionando o Orçamento da União em um momento de esforço pela responsabilidade fiscal.

O governo tenta conter o avanço das propostas mais danosas às contas públicas, oferecendo alternativas ou negociando alterações nos textos. No entanto, o cenário reflete a forte pressão de setores específicos sobre os parlamentares e a complexa dinâmica de governabilidade, onde o apoio a pautas de interesse do Executivo muitas vezes é condicionado a concessões fiscais de grande porte.

Folha de S.Paulo: Pautas-bomba avançam no Senado e testam relação de Lula com Alcolumbre

2. Impulsionado por transportes e turismo, setor de serviços surpreende com alta em abril

O setor de serviços no Brasil registrou um crescimento de 1,2% em abril na comparação com o mês anterior, superando significativamente as projeções do mercado, que apontavam para uma alta de 0,6%.

O resultado, divulgado pelo IBGE, recupera a perda de 1,1% registrada em março e posiciona o setor apenas 0,3% abaixo do seu pico histórico. O avanço foi impulsionado principalmente pelos setores de transportes, que cresceu 0,9%, e pelas atividades de turismo, que registraram uma expansão de 4,1% no mês.

CNN Brasil: Setor de serviços do Brasil cresce bem mais que o esperado em abril

3. Rombo do Banco Master pode custar R$ 8,8 bilhões ao BRB

Uma auditoria externa indicou que o Banco de Brasília (BRB) necessita de um aporte de capital estimado em R$ 8,8 bilhões para fazer frente a perdas financeiras decorrentes de suas operações com o Banco Master. O montante é considerado crucial para recompor os níveis de solvência e garantir a estabilidade operacional da instituição financeira pública do Distrito Federal.

O caso provocou reações políticas e pedidos de esclarecimentos por parte de órgãos de controle e de parlamentares do Distrito Federal. A diretoria do BRB e o governo local buscam alternativas para mitigar o impacto financeiro e estruturar um plano de capitalização que não comprometa os cofres públicos de forma imediata.

Agência Brasil: BRB precisa de %$ 88 bilhões para fazer frente às perdas com o Master

4. Para reduzir importação de gasolina, governo propõe elevar mistura de etanol para 32%

O governo federal estuda aumentar o percentual de mistura do etanol anidro na gasolina dos atuais 30% para 32%. A proposta será levada pelo Ministério de Minas e Energia ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e visa reduzir a dependência do Brasil da importação de gasolina.

A medida busca fortalecer a segurança energética do país, diminuir a exposição às volatilidades do mercado internacional de combustíveis e contribuir para as metas de descarbonização. A expectativa é que a mudança possa zerar a necessidade de importação do combustível.

Valor Econômico: https://valor.globo.com/brasil/noticia/2026/06/10/governo-quer-32-de-etanol-na-gasolina-para-conter-importacao.ghtml

5. Zona do Euro tem primeira alta de juros em quase três anos para conter pressão inflacionária

O Banco Central Europeu (BCE) aumentou suas principais taxas de juros em 0,25 ponto percentual, na primeira elevação em quase três anos. A decisão é uma resposta à persistente pressão inflacionária na zona do euro, que tem sido agravada pelos altos custos de energia.

Com a mudança, a taxa de depósito subiu para 2,25% e a principal taxa de refinanciamento para 2,40%. O BCE sinalizou que a inflação deve permanecer acima da meta de 2% nos próximos anos, justificando a postura mais restritiva da política monetária.

O Globo: Banco Central Europeu eleva juros pela primeira vez em quase três anos diante da pressão inflacionária