Brasil
12 de Setembro de 2025

1. Celulose do Brasil está isenta de sobretaxa para EUA
A Casa Branca publicou uma ordem executiva que retira a sobretaxa de 10% sobre a celulose exportada pelo Brasil aos Estados Unidos. A medida foi assinada pelo presidente Donald Trump e publicada no Federal Register. Trata-se de um uma mudança significativa em relação à política de tarifaço anunciada em julho, quando a celulose havia sido incluída entre os bens sujeitos à sobretaxa.
O setor de celulose é estratégico para o Brasil, país líder global nas exportações do produto e que tem nos EUA um de seus principais compradores. O impacto da tarifa já havia sido sentido nas transações brasileiros. No mês de maio, a celulose foi o segundo produto mais afetado entre os principais vendidos para os EUA, mas com uma queda de 35% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Poder 360: EUA suspendem sobretaxa de 10% sobre celulose do Brasil
2. Inflação registra primeira queda desde agosto de 2024
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), parâmetro oficial da inflação no Brasil, fechou o mês de agosto com queda de 0,11%, uma desaceleração em comparação ao mês de julho. Esse registro foi a primeira deflação – preços reajustados para baixo – desde agosto de 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado veio levemente acima da expectativa do mercado financeiro, que esperava uma queda de 0,15% no mês. Na prática, a inflação negativa traz alívio para o orçamento familiar dos cidadãos. Ainda assim, a taxa acumulada do IPCA ainda é superior ao limite da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).
Exame: IPCA desacelera em agosto e cai 0,11%, primeira deflação em um ano
UOL: Deflação traz alívio momentâneo, mas ameaça economia no longo prazo
3. Produção agrícola recua pelo segundo ano consecutivo
A produção agrícola do país somou R$ 783,2 bilhões em 2024, queda de 3,9% em relação ao ano anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o segundo recuo consecutivo, após a retração de 2,3% registrada em 2023. O resultado foi impactado por condições climáticas desfavoráveis e pela redução dos preços internacionais.
A soja e o milho foram os principais responsáveis pela queda no valor da produção. A soja registrou recuo de 5% e o milho, de 12,9%, ambos também afetados pela desvalorização no mercado externo. Como grande parte da safra é voltada à exportação, a baixa nos preços internacionais agravou a perda de receita do setor. O café, por sua vez, observa uma queda na produção, com desafios para fechar o ano.
Agência Brasil: Valor da produção agrícola brasileira recua 3,9% em 2024, mostra IBGE
Exame: Produção de café cai no Brasil e IBGE prevê desafios na safra de 2025
4. Vendas no varejo desaceleram
As vendas do varejo brasileiro caíram 0,3% em julho frente a junho, quarto recuo consecutivo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação anual, houve alta de 1%, dentro das expectativas do mercado. O resultado reforça sinais de desaceleração da economia no início do terceiro trimestre, pressionada pelos juros elevados.
Das oito atividades analisadas, metade registrou retração, com destaque para equipamentos de escritório, informática e comunicação (-3,1%) e tecidos, vestuário e calçados (-2,9%). No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, houve alta de 1,3% frente ao mês anterior, mas queda de 2,5% no ano. De acordo com representante do IBGE, é possível observar uma trajetória lenta e contínua de queda do varejo brasileiro nesses últimos meses.
Investing News: Vendas no varejo do Brasil recuam 0,3% em julho, em linha com o esperado
5. COP: Ministério da Fazenda propõe integração de mercados de carbono
O Ministério da Fazenda prepara como principal proposta para a COP30, em Belém, a criação de uma coalizão de países para integrar mercados de carbono. A aliança funcionaria com um teto de emissões compartilhado, que seria reduzido progressivamente, estimulando a descarbonização das economias. Essa uma das grandes apostas do governo brasileiro para a conferência.
O modelo de coalizão prevê critérios de justiça para países mais pobres e mecanismos permanentes de financiamento para adaptação climática. A proposta vem sendo discutida com a União Europeia, China e outros países interessados. Em entrevista ao Valor Econômico, representante do órgão aposta na efetividade da proposta, principalmente por não depender de consenso para se concretizar.
Valor Econômico: Ministério da Fazenda propõe coalizão entre países para mercado de carbono