Brasil

15 de maio de 2026

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1. Preços desaceleram em abril, mas
alimentos e remédios mantêm pressão

A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA, registrou alta de 0,67% em abril de 2026, indicando uma desaceleração frente aos 0,88% registrados em março. Segundo dados do IBGE, o índice acumula 2,60% no primeiro quadrimestre e atinge 4,39% nos últimos 12 meses.

Apesar do recuo mensal, os grupos de Alimentação e Bebidas (1,34%) e Saúde e Cuidados Pessoais (1,16%) continuam pressionando o bolso do consumidor. Já em Saúde, o impacto veio do reajuste anual de até 3,81% nos medicamentos, autorizado no início do mês. O cenário mantém o mercado em alerta: o Boletim Focus mais recente elevou a projeção da inflação para o fechamento de 2026 para 4,91%.

CNN: Inflação desacelera para 0,67% em abril; alimentos e remédios pressionam

2. Gasolina pressiona inflação nos EUA e CPI sobe 0,6% em abril

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos Estados Unidos avançou 0,6% em abril de 2026, impulsionada principalmente pela alta nos preços da energia. Segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS), o setor foi responsável por mais de 40% do aumento mensal, com a gasolina saltando 5,4%. No acumulado de 12 meses, o índice atingiu 3,8%, superando a expectativa do mercado de 3,7%.

O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, subiu 0,4% no mês e 2,8% em um ano, atingindo o maior patamar desde setembro passado. Além dos combustíveis, os custos de moradia (0,6%) e alimentos (0,5%) também contribuíram para a pressão nos preços. O índice de energia acumulou uma elevação expressiva de 17,9% no período de um ano. Os dados reforçam o cenário de persistência inflacionária na economia americana, desafiando as projeções de desaceleração e mantendo o Federal Reserve sob vigilância constante quanto à manutenção das taxas de juros.

Exame: CPI: inflação dos EUA sobe 0,6% em abril, puxada pela gasolina

3.Varejo brasileiro alcança patamar histórico com alta em março

As vendas no varejo brasileiro cresceram 0,5% em março de 2026, atingindo um novo recorde histórico na série iniciada em 2000. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (13), o setor engatou a terceira alta mensal consecutiva, acumulando avanço de 2,4% no primeiro trimestre do ano. Na comparação com março de 2025, o crescimento foi de 4,0%, marcando o 12º mês seguido de expansão anual.

O desempenho positivo foi puxado pelos segmentos de informática e comunicação (+5,7%), combustíveis (+2,9%) e artigos de uso pessoal (+2,9%). Em contrapartida, os supermercados e o setor de móveis registraram quedas de 1,4% e 0,9%, respectivamente. Regionalmente, 19 das 27 unidades da federação apresentaram resultados positivos, com destaque para Maranhão e Amazonas. Já o varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, teve variação de 0,3%, sinalizando uma trajetória de resiliência do consumo interno mesmo diante do cenário de juros elevados. 

Folha de S. Paulo: Vendas no varejo do Brasil sobem pelo terceiro mês seguido e batem recorde, diz IBGE

4. Veto europeu gera temor de crise de imagem na pecuária nacional

O setor pecuário brasileiro manifestou forte preocupação após o recente veto da União Europeia às importações de carne do país. A medida, motivada por novas exigências socioambientais e sanitárias, acendeu um alerta sobre o risco de danos à reputação do Brasil no mercado global. Representantes da indústria temem que o bloqueio gere um “efeito manada”, levando outros parceiros comerciais a questionarem a qualidade e a sustentabilidade da produção nacional.

Entidades como a ABIEC e a ABPA destacam que o país avançou significativamente em protocolos de rastreabilidade, mas admitem que a decisão europeia é um duro golpe à imagem externa. O foco agora é uma ofensiva diplomática junto ao Ministério da Agricultura para contestar os critérios do embargo. O setor argumenta que a perda de confiança pode custar bilhões em divisas e ameaçar a liderança brasileira no comércio internacional de proteínas, exigindo uma resposta rápida para restabelecer a credibilidade perante os compradores estrangeiros.

Globo Rural: Setor de carnes teme dano à reputação do Brasil após veto da União Europeia

5. Preço do diesel cai 4,5% em cinco semanas

O preço médio do óleo diesel no Brasil registrou seu quarto recuo em um período de cinco semanas, acumulando uma queda de 4,5% no intervalo. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) referentes à semana de 3 a 9 de maio, o valor médio do litro do diesel S10 fechou em R$ 7,24. A trajetória de baixa é atribuída às medidas governamentais, como a subvenção a produtores e importadores e a isenção de tributos federais (PIS/Cofins), além da estratégia comercial da Petrobras para conter repasses bruscos.

Apesar do alívio recente, o combustível ainda opera em patamares elevados devido aos reflexos da guerra no Irã, mantendo-se 18,9% acima dos valores registrados antes do conflito. O recuo é monitorado com otimismo pelo setor produtivo, visto que o diesel impacta diretamente os custos de frete e, consequentemente, a inflação de alimentos. No entanto, o mercado permanece em alerta devido à volatilidade do barril de petróleo Brent, que segue cotado acima de US$ 100 no cenário global.

Agência Brasil: Óleo diesel cai pela 4ª vez em cinco semanas e acumula recuo de 4,5%