Brasil
18 de Julho de 2025

1. Governo dos EUA abre investigação contra o Brasil e ameaça sanções comerciais
A pedido do presidente Donald Trump, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) abriu uma investigação comercial contra o Brasil. A medida ocorre após a imposição de uma tarifa de 50% sobre exportações brasileiras e tem como foco supostas práticas comerciais desleais. Entre as acusações estão restrições a empresas de redes sociais dos EUA, barreiras ao comércio digital, aplicação desigual de tarifas, entre outras, como o entendimento de que o sistema de pagamento eletrônico PIX estaria incentivando práticas desleais, e que o comércio da rua 25 de março estaria desrespeitando a propriedade intelectual.
O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente, mas a medida acende o alerta para possíveis desdobramentos econômicos e diplomáticos. A decisão também mistura argumentos políticos e comerciais, mencionando o suposto déficit comercial dos EUA com o Brasil, algo que os dados oficiais contradizem, uma vez que os americanos, desde 2009, exportam mais do que importam. Além do impacto comercial direto, a ação pode comprometer investimentos e deteriorar ainda mais o ambiente de cooperação entre os países.
G1: Após pedido de Trump, governo dos EUA abre investigação comercial contra o Brasil
BBC News Brasil: Do Pix ao etanol, as acusações que motivaram investigação comercial do governo Trump contra o Brasil
2. Mercado reduz projeção de inflação e mantém otimismo com PIB em 2025
Pela sétima semana consecutiva, o mercado financeiro diminuiu a projeção da inflação no Brasil. Segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central, a estimativa para o IPCA de 2025 caiu para 5,17%. Ainda que o número esteja acima do teto da meta de inflação (4,5%), a tendência de queda sinaliza maior confiança do mercado no controle dos preços. As expectativas para os anos seguintes seguem estáveis, com 4,5% em 2026 e 4% em 2027.
As previsões para o PIB de 2025 foram mantidas para 2,23%, enquanto a estimativa de crescimento para 2026 subiu levemente para 1,89%. O dólar também teve sua cotação prevista revisada para baixo, com expectativa de encerrar o ano em R$ 5,65. Já a taxa Selic, principal instrumento de controle da inflação, segue projetada em 15% ao ano, sem alterações nas últimas semanas. O Copom indicou que deve manter esse patamar nos próximos encontros, embora não descarte novos aumentos caso a inflação volte a subir.
InfoMoney: Boletim Focus: analistas revisam para baixo a inflação pela sétima semana consecutiva
3. STF valida aumento do IOF, com veto a trecho sobre risco sacado
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, validou o decreto de Lula que aumenta as alíquotas do IOF, reconhecendo que o Executivo tem o direito de definir as taxas por decreto. A decisão atende em parte ao pedido do governo já que Moraes anulou, por exemplo, a parte que alterava a tributação sobre o risco sacado, operação financeira comum entre empresas.
Em vigor desde 11 de junho com cobrança retroativa, a nova alíquota do IOF impacta diretamente quem viaja ao exterior. Antes, o uso de contas internacionais permitia pagar menos imposto, mas agora a taxa foi unificada: cartões brasileiros e contas fora do país terão cobrança de 3,5%.
Folha de S. Paulo: Moraes valida decreto de Lula sobre IOF e derruba apenas tributação de risco sacado
4. Setor de serviços lidera geração de empregos formais no país
Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Serviços (CNS), o setor de serviços é responsável por 57% dos empregos formais no Brasil, com 31,6 milhões de vagas entre os 55,6 milhões registrados até maio. Os dados mostram a força do segmento, especialmente entre os serviços privados não financeiros, que concentram 15,7 milhões de postos.
De janeiro a maio de 2025, o setor de serviços privados não financeiros gerou 682 mil novos empregos. Do total, 333 mil vagas foram criadas em empresas e 118 mil em serviços voltados às famílias, segundo a Agência Brasil. O resultado reforça a liderança do setor na criação de empregos no país e seu papel central na recuperação econômica.
BP Money: Serviços respondem por 57% dos empregos formais, diz CNS
5. Câmara avança na reforma do IR com isenção para quem ganha até R$ 5 mil
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1.087/2025, que amplia a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem ganha até R$ 5 mil por mês. O texto proposto também prevê redução parcial para salários de até R$ 7.350, bem como a criação de uma alíquota extra de até 10% para rendimentos anuais acima de R$ 600 mil. A proposta deve ser votada no plenário da Câmara em agosto.
Além de corrigir distorções na cobrança do IR, o projeto inclui a taxação de dividendos pagos a pessoas físicas no Brasil (acima de R$ 50 mil por empresa), mantém a tributação de remessas ao exterior com algumas exceções e exclui instrumentos financeiros incentivados da base do imposto mínimo. Segundo os defensores, a medida busca aumentar a justiça fiscal, aliviando os mais pobres e cobrando mais dos mais ricos.
Agência Brasil: Comissão da Câmara aprova isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil