Brasil

19 de junho de 2026

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1. Copom reduz Selic para 14,25% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, em decisão unânime que marcou o terceiro corte consecutivo dos juros básicos. A medida já era amplamente esperada pelo mercado e ocorre em um cenário de menor pressão sobre os preços internacionais do petróleo, após sinais de redução das tensões no Oriente Médio, além de uma desaceleração recente da inflação no Brasil.

Apesar do corte, o Banco Central destacou que o ambiente externo continua cercado de incertezas e que a atividade econômica doméstica segue aquecida, com mercado de trabalho resiliente e inflação ainda acima da meta. A instituição reforçou que continuará calibrando a política monetária de acordo com a evolução dos indicadores econômicos, buscando equilibrar o controle da inflação com a sustentação da atividade econômica.

G1: Copom reduz a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 14,50% para 14,25% ao ano

2. Governo retira urgência do projeto da escala 6×1

O governo federal retirou o regime de urgência do projeto que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, medida que destrava a pauta da Câmara dos Deputados e permite a votação de outras propostas consideradas prioritárias. Até então, a tramitação acelerada do texto impedia o avanço de diferentes matérias no plenário da Casa.

Segundo o Executivo, a decisão busca abrir espaço para projetos como a atualização do teto do MEI, a regulamentação da inteligência artificial e a criminalização da misoginia. Apesar da mudança no rito de tramitação, o governo afirmou que continua defendendo o fim da escala 6×1 sem redução salarial e que a proposta seguirá seu curso legislativo nas próximas etapas de discussão.

Agência Brasil: Câmara: governo retira urgência do fim da escala 6×1 e destrava pauta

3. EUA e Irã firmam cessar-fogo provisório

Estados Unidos e Irã assinaram um acordo provisório de cessar-fogo com o objetivo de interromper o conflito e abrir espaço para negociações de uma solução permanente nos próximos 60 dias. O entendimento prevê medidas como a manutenção da trégua, a retomada do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, o alívio de algumas restrições econômicas e compromissos relacionados ao programa nuclear iraniano, contribuindo para reduzir as tensões na região e pressionar para baixo os preços do petróleo.

Apesar do avanço diplomático, o cenário segue marcado por incertezas. O governo dos Estados Unidos afirmou que poderá retomar ações militares caso considere que os termos do acordo não estejam sendo cumpridos, enquanto autoridades iranianas destacaram os benefícios obtidos por meio das negociações. O entendimento também recebeu atenção de líderes internacionais, que veem a trégua como uma oportunidade para reduzir a instabilidade no Oriente Médio e evitar novos impactos sobre a economia global.

Forbes: EUA e Irã Assinam Acordo de Cessar-fogo, Mas Trump Diz Que Pode Retomar Ataques

4. Governo avalia fim dos subsídios aos combustíveis

O governo federal estuda encerrar os subsídios concedidos a combustíveis como diesel e gasolina caso o preço do barril de petróleo se estabilize em torno de US$ 80, após a redução das tensões no Oriente Médio. Segundo integrantes da equipe econômica, a expectativa é acompanhar o comportamento do mercado nas próximas semanas antes de decidir pela retirada gradual das medidas emergenciais adotadas para conter os impactos da alta internacional do petróleo.

Além de reduzir a necessidade de apoio aos combustíveis, um cenário de preços mais estáveis pode aliviar as pressões inflacionárias e abrir espaço para uma política monetária menos restritiva. A equipe econômica também avalia que a queda do petróleo e a valorização do real contribuem para amenizar custos na economia, enquanto monitora os efeitos das medidas de estímulo e os desafios relacionados ao equilíbrio fiscal.

Folha de S.Paulo: Governo vai encerrar subsídios a combustíveis se petróleo ficar estável em US$ 80, diz secretário

5. Brasil segue na última posição em retorno dos impostos

O Brasil permaneceu, pelo 15º ano consecutivo, na última colocação do Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (IRBES), levantamento que avalia a relação entre a carga tributária e a qualidade de vida oferecida à população. Apesar de arrecadar impostos equivalentes a 32,32% do PIB em 2024, patamar semelhante ao de economias desenvolvidas, o país registrou o pior desempenho entre as 30 nações analisadas devido ao baixo retorno em indicadores de desenvolvimento humano.

Segundo o estudo, a combinação entre elevada tributação e resultados limitados em bem-estar evidencia desafios na eficiência da aplicação dos recursos públicos. Enquanto países como Irlanda, Suíça e Coreia do Sul lideram o ranking, o levantamento aponta que uma gestão mais eficaz e transparente dos tributos arrecadados poderia contribuir para melhorar a qualidade dos serviços públicos e elevar o nível de desenvolvimento da população.

CNN Brasil: Brasil tem pior retorno à população entre países com maior carga tributária