Brasil

26 de junho de 2026

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1. Ritmo acelerado: BC eleva estimativa de crescimento econômico

O Banco Central revisou de 1,6% para 2% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Conforme o Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira (25), a melhora reflete o avanço de 1,1% da atividade no primeiro trimestre e melhores perspectivas na agropecuária e indústria extrativa. O dinamismo do consumo interno e os estímulos ao crédito também motivaram o ajuste.

Em contrapartida, o BC manteve a projeção da inflação para este ano em 5,2%, acima do teto da meta de 4,5%. Tensões geopolíticas internacionais, como o conflito no Irã, seguem pressionando os custos de energia e combustíveis. A probabilidade de estouro do limite estabelecido subiu para 79%, o que deve exigir a manutenção da taxa Selic em patamares elevados para conter o avanço dos preços.

O Globo: Banco Central eleva projeção de crescimento do PIB do Brasil para 2% em 2026 

2. Prévia da inflação recua para 0,41% em junho e surpreende mercado

O IPCA-15 registrou alta de 0,41% em junho de 2026, indicando desaceleração ante os 0,62% de maio, segundo o IBGE. O dado veio abaixo do consenso do mercado, que projetava uma taxa de 0,44%. Com o resultado, a prévia da inflação acumula avanço de 3,45% no ano e atinge 4,80% nos últimos 12 meses.

Os grupos Alimentos e Bebidas (+0,74%) e Habitação (+0,72%) foram os principais responsáveis pela pressão no mês, impulsionados pela alta em itens básicos e pelo aumento de 2,04% na conta de luz devido à bandeira tarifária amarela. Juntos, os dois segmentos representaram cerca de 66% do índice cheio.

O alívio que segurou o indicador partiu de Transportes (-0,03%), beneficiado pela queda de 1,22% nos combustíveis. Apesar do número mensal mais brando, analistas avaliam que o cenário ainda inspira cautela, mantendo a inflação acumulada em patamar desafiador para as metas de tolerância do Banco Central.

Exame: IPCA-15 avança 0,41% em junho e fica abaixo do esperado pelo mercado 

3. Juros em alta: analistas projetam taxa Selic a 14% em 2026

O mercado financeiro elevou a estimativa para a taxa básica de juros (Selic) de 13,75% para 14% ao ano até ao final de 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (22), a revisão reflete o aumento das preocupações com a inflação. A projeção para o IPCA subiu pela décima quinta semana consecutiva, passando de 5,30% para 5,33% para este ano.

Por outro lado, as perspetivas para o crescimento da atividade económica registaram uma ligeira melhoria, com a previsão para o PIB de 2026 a subir de 1,96% para 1,98%. No mercado cambial, os analistas mantiveram a estimativa para a cotação do dólar estável em R$ 5,20. O cenário desenhado pelo relatório consolida as expectativas de uma política monetária mais rígida e restritiva no médio prazo para tentar trazer a inflação de volta aos limites estabelecidos pela meta.

Exame: Mercado aumenta expectativa e projeta Selic em 14% em 2026 

4. Clima pressiona preços e hortaliças dobram de valor no semestre

Apesar da desaceleração na inflação dos alimentos em junho, o preço de itens essenciais disparou no primeiro semestre de 2026. Segundo dados do IPCA-15 divulgados pelo IBGE, o tomate (+103,84%), a cenoura (+103,10%) e a batata-inglesa (+100,20%) mais que dobraram de valor nos primeiros seis meses do ano. Problemas climáticos severos nas regiões produtoras, como calor intenso e chuvas excessivas, reduziram de forma drástica a oferta dessas culturas perecíveis.

O grupo de Alimentação e Bebidas continuou sendo o principal peso no índice geral de junho, que subiu 0,41%. No mês, os maiores destaques de alta foram a batata (29,42%) e o tomate (17,27%). Em contrapartida, o setor registrou alívio com a queda no preço do café moído (-3,69%) e das frutas (-0,96%), impulsionado pelas melhores perspectivas de safra. A alimentação fora do domicílio também perdeu ritmo, recuando de 0,51% para 0,40% na passagem mensal.

CNN: Tomate, cenoura e batata acumulam alta superior a 100% em 2026 

5. Congresso promulga acordos do Mercosul com Singapura e EFTA

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, promulgou nesta quarta-feira (24) acordos comerciais do Mercosul com Singapura e com o EFTA (bloco europeu formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein).

Pelo tratado com Singapura, o país asiático concederá isenção tarifária imediata a todos os produtos do Mercosul. Em troca, o bloco sul-americano eliminará gradualmente, em até 15 anos, as tarifas de 95,8% dos itens importados de lá, excluindo setores considerados sensíveis, como máquinas e plásticos.

Já a aliança com o EFTA abre as portas para um mercado de 290 milhões de consumidores. Os países europeus vão zerar de imediato as taxas sobre produtos industriais e pesqueiros brasileiros, conferindo livre comércio a quase 99% do valor exportado pelo Brasil. O texto prevê ainda a isenção de tarifas para cerca de 97% das transações brasileiras com o bloco e define cotas para o setor agrícola.

CNN: Brasil oficializa acordos internacionais entre Mercosul, Singapura e EFTA