Brasil

26 de Setembro de 2025

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1. Banco Central reduz projeção do PIB

O Banco Central (BC) reduziu de 2,1% para 2% a projeção de crescimento do PIB brasileiro em 2025, segundo o Relatório de Política Monetária divulgado esta semana. A revisão reflete os impactos do aumento das tarifas de importação pelos Estados Unidos e os sinais de desaceleração da atividade econômica doméstica no terceiro trimestre.

Apesar da queda na estimativa, o BC destacou que parte dos efeitos negativos foi compensada pelas perspectivas mais favoráveis para a agropecuária. A safra recorde deve impulsionar o setor e amenizar as pressões externas e internas sobre o desempenho da economia brasileira.

CNN: BC revisa crescimento do PIB para 2% em 2025, influenciado por tarifas

2. IPCA-15 sobe 0,48% em setembro, sinalizando pressão inflacionária

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,48% em setembro, após uma deflação em agosto. O resultado, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acende um alerta sobre a pressão inflacionária e impacta diretamente o poder de compra dos brasileiros.

A variação reflete principalmente o aumento em setores como transportes e alimentação, componentes de peso na cesta de consumo das famílias. A aceleração da inflação prévia de setembro sugere que o cenário de desinflação pode estar perdendo fôlego, exigindo atenção das autoridades monetárias.

Para as empresas, o dado representa um aumento dos custos de produção e a possível redução do consumo, devido à perda de poder aquisitivo, representam desafios.

Folha de S. Paulo: IPCA-15 tem alta de 0,48% sob pressão da conta de luz em setembro, após cair em agosto

3. Uso de IA cresce na indústria brasileira

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o uso de Inteligência Artificial (IA) na indústria brasileira cresceu 163%, um salto significativo que reflete a busca por maior eficiência, produtividade e competitividade. Em dois anos, empresas que utilizavam IA passaram de 16,9% para 41,9%. Em 2024, 89% das indústrias usavam algum tipo de tecnologia digital avançada no dia a dia.

Essa transformação não é apenas uma tendência, mas uma realidade que está remodelando o chão de fábrica, a gestão de processos e até mesmo a forma como as empresas interagem com seus clientes. A rápida expansão da IA na indústria traz consigo um leque de oportunidades e desafios. Por um lado, a automação e a análise de dados em larga escala permitem otimizar a produção, reduzir custos e inovar em produtos e serviços. Por outro, levanta questões importantes sobre a requalificação da força de trabalho, a segurança cibernética e a ética no uso dessas tecnologias.

InfoMoney: Uso de IA na indústria mais que dobra em dois anos, diz pesquisa do IBGE
G1: Uso de Inteligência Artificial no trabalho cresce 163% na indústria brasileira, diz IBGE

4. Tribunal de Contas pressiona governo a buscar o centro da meta fiscal

O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou que o governo federal não pode organizar as contas públicas tomando como objetivo o limite máximo de tolerância para gastos, que seria o equivalente a até R$ 31 bilhões de déficit. O aviso está no relatório de acompanhamento dos resultados do 2º bimestre de 2025.

A meta aprovada no Congresso é de déficit zero, ou seja, uma arrecadação igual às despesas. Segundo o TCU, a utilização do limite de tolerância como parâmetro central fere o regime jurídico-fiscal vigente. O tribunal determinou que o governo deve seguir o centro da meta — déficit zero — para a liberação de empenhos e movimentações financeiras, reforçando a disciplina fiscal.

Metrópoles: TCU alerta que governo não pode mirar limite da meta fiscal

5. Brasil lança fundo de US$ 1 bi para florestas tropicais

O Brasil anunciou em Nova York o lançamento de um fundo de US$ 1 bilhão para proteger e recuperar florestas tropicais. A iniciativa posiciona o país na liderança da agenda ambiental global, buscando investimentos e parcerias para combater o desmatamento e promover a bioeconomia.

O fundo visa atrair capital de governos, setor privado e filantropia, aplicando recursos em projetos que gerem valor econômico para comunidades locais, preservando a biodiversidade. A expectativa é frear o desmatamento e estimular cadeias produtivas sustentáveis, como manejo florestal e ecoturismo, gerando renda em regiões de floresta tropical.

A liderança brasileira neste projeto ambicioso sinaliza à comunidade internacional o compromisso em reverter a imagem ambiental e se tornar protagonista na construção de um futuro verde.

Exame: Brasil anuncia US$ 1 bilhão em lançamento de Fundo para Florestas Tropicais em Nova York
Agência Brasil: Brasil vai investir US$ 1 bilhão em fundo para proteção de florestas