Brasil
10 de julho de 2026

1. Tensões entre EUA e Irã derrubam mercados globais
Os mercados financeiros registraram forte volatilidade após o presidente dos Estados Unidos declarar encerrado o acordo preliminar de paz com o Irã, reacendendo os temores de uma escalada do conflito no Oriente Médio. A reação dos investidores impulsionou a busca por ativos considerados mais seguros, enquanto o petróleo Brent avançou mais de 7%, refletindo preocupações com possíveis interrupções na oferta global por meio do Estreito de Ormuz.
O aumento das tensões também pressionou bolsas internacionais e fortaleceu o dólar. Os principais índices de Wall Street e da Europa operaram em queda diante do receio de que a alta do petróleo eleve a inflação global e dificulte novos cortes de juros. O cenário ganhou força após uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã, elevando as incertezas sobre a estabilidade da região e seus impactos sobre a economia mundial.
G1: Mercados globais caem após Trump declarar fim de acordo de paz com o Irã; petróleo sobe mais de 7%
2. Dólar oscila com tensão no Oriente Médio
O dólar operou, nesta quarta-feira, próximo da estabilidade frente ao real após o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã, provocado pela declaração do presidente norte-americano de que o acordo provisório de paz entre os dois países chegou ao fim. Apesar do cenário de maior aversão ao risco e da alta do petróleo, investidores adotaram postura cautelosa, avaliando que mudanças frequentes no discurso da Casa Branca podem limitar reações mais intensas nos mercados.
Além do cenário geopolítico, os investidores aguardam a divulgação da ata da primeira reunião de política monetária do Federal Reserve sob a presidência de Kevin Warsh. O documento deve trazer novos sinais sobre a condução dos juros nos Estados Unidos, enquanto a valorização do petróleo segue no radar diante dos riscos para a oferta global de energia.
InfoMoney: Dólar hoje opera quase estável após Trump decretar fim de acordo com Irã
3. Brasil busca acordo para evitar tarifas dos EUA
Brasil e Estados Unidos devem realizar uma nova rodada de negociações sobre o tarifaço até a próxima semana, em uma tentativa de avançar nas discussões antes da decisão final do governo americano. O governo brasileiro avalia de forma positiva as audiências promovidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), mas mantém cautela enquanto analisa os impactos das contribuições apresentadas.
Nos bastidores, o Planalto demonstra preocupação com a participação do senador Flávio Bolsonaro nas audiências, avaliando que o episódio pode influenciar politicamente a posição da administração de Donald Trump. Apesar disso, integrantes do governo afirmam que a decisão dos EUA também dependerá da análise técnica conduzida pelo USTR, enquanto o Brasil segue negociando para tentar reverter as tarifas.
CNN Brasil: Brasil e EUA terão nova rodada de negociação sobre tarifaço
4. FMI melhora projeção para economia brasileira
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou as projeções de crescimento do PIB do Brasil para 2026 e 2027, estimando expansão de 2,4% neste ano e de 2,2% no próximo. Apesar da revisão para cima, o organismo prevê uma desaceleração da atividade econômica em relação ao ritmo atual, destacando que o Brasil segue resiliente e com desempenho superior ao de parte dos países da América Latina.
O FMI aponta que a guerra no Oriente Médio continua sendo o principal risco para as perspectivas econômicas, podendo afetar o crescimento e pressionar a inflação global por meio da alta dos preços de energia e alimentos. O fundo também revisou para baixo a previsão de crescimento da economia mundial em 2026 e elevou a estimativa de inflação global, citando as incertezas geopolíticas como fator de preocupação.
CNN Brasil: Desenrola adimplentes: Governo lança nova linha de crédito subsidiado
5. Mercado reduz projeção da inflação para 2026
O mercado financeiro reduziu a projeção da inflação oficial (IPCA) para 2026 de 5,33% para 5,30%, segundo o Boletim Focus do Banco Central. É a primeira queda na estimativa após 16 semanas consecutivas de alta, embora a previsão siga acima do teto da meta de inflação de 4,5%.
As projeções para a taxa Selic permaneceram estáveis, com expectativa de encerrar 2026 em 14%, indicando a possibilidade de mais um corte de juros neste ano. Para os anos seguintes, os analistas mantiveram as previsões para a taxa básica, enquanto a expectativa de inflação para 2027 teve leve alta e as estimativas para 2028 e 2029 permaneceram inalteradas.
Agência Brasil: Mercado financeiro reduz projeção da inflação para 5,30%