Brasil
13 de Fevereiro de 2026

1. FGC lança plano emergencial para recompor caixa após impacto do Master
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aprovou um plano emergencial para recompor seu caixa, após o impacto causado pela liquidação do Banco Master. O objetivo é assegurar a liquidez necessária para operar já a partir do primeiro trimestre. A medida é vital para garantir a capacidade do FGC de cobrir futuras liquidações e proteger os depositantes.
O plano estabelece que as instituições financeiras associadas antecipem o equivalente a cinco anos de suas contribuições futuras, a serem quitadas em três parcelas mensais imediatas. Também prevê novos adiantamentos de 12 meses de aportes em 2027 e outros 12 meses em 2028, somando até sete anos de contribuições adiantadas, e as contribuições mensais ao FGC também serão temporariamente elevadas em 30% a 60% por um período mínimo de cinco anos.
Em paralelo, discute-se a possibilidade de destinar parte dos recursos do compulsório de depósitos à vista para reforçar o FGC, o que depende da aprovação do Banco Central. Até o momento, o FGC já desembolsou em torno de R$ 36 bilhões para ressarcir credores do Banco Master, e estima-se um impacto adicional de cerca R$ 6,3 bilhões relacionados ao Will Bank, cujos pagamentos ainda não foram iniciados.
Agência Brasil: FGC aprova plano emergencial para cobrir rombo do Banco Master
2. IPCA sobe 0,33% em janeiro puxado pela alta da gasolina
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial da inflação no Brasil, registrou um avanço de 0,33% em janeiro, mantendo a mesma variação observada em dezembro. Nos últimos doze meses, o índice acumulou elevação de 4,44%, mostrando uma aceleração significativa em comparação com janeiro de 2025, quando a variação foi de 0,16%. O principal impulsionador dessa alta em janeiro de 2026 foi o grupo de Transportes, que subiu 0,60%, especialmente devido ao aumento de 2,14% nos combustíveis, com destaque para a gasolina (2,06%), e o reajuste das tarifas de transporte coletivo em cidades como Fortaleza e São Paulo.
Além dos transportes, outros setores que contribuíram para a inflação foram Comunicação, com alta de 0,82% impulsionada por aparelhos telefônicos e reajustes em planos, e Saúde e Cuidados Pessoais, que avançou 0,7% devido a artigos de higiene e planos de saúde. Em contrapartida, o grupo de Alimentação e Bebidas apresentou uma desaceleração, com 0,23%, apesar das altas em produtos como tomate e carnes, e o grupo Habitação registrou queda de 0,11%, beneficiado pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial, com a entrada em vigor da bandeira tarifária verde. Regionalmente, Rio Branco teve a maior variação (0,81%), enquanto Belém apresentou a menor (0,16%), influenciada pela queda da energia elétrica e passagens aéreas.
CNN Brasil: Inflação: preços sobem 0,33% em janeiro com alta da gasolina
3. INPC começa o ano com alta de 0,39%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que reflete a variação de preços para famílias de menor renda, iniciou 2026 com uma alta de 0,39% em janeiro, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado representa uma aceleração significativa em comparação com dezembro de 2025, quando o índice subiu 0,21%, e se destaca ainda mais frente à estabilidade de preços observada em janeiro de 2025. Nos últimos 12 meses até janeiro de 2026, o INPC acumulou uma elevação de 4,30%, superando o crescimento de 3,90% registrado em todo o ano de 2025.
Analisando os componentes, os preços de alimentos subiram 0,14% em janeiro, uma desaceleração em relação ao mês anterior, enquanto os produtos não alimentícios apresentaram um aumento mais expressivo de 0,47%, impulsionado por um avanço maior que o de dezembro de 2025. Regionalmente, Rio Branco registrou a maior variação (0,76%), influenciada pela alta da energia elétrica e itens de higiene pessoal. Em contrapartida, Recife teve a menor variação (0,17%), beneficiada pelo recuo nos preços da energia elétrica residencial e transporte por aplicativo.
Valor Econômico: INPC começa 2026 com alta de 0,39%
4. Quase metade dos brasileiros acha que economia piorou no último ano
Pesquisa Quaest revela que a percepção dos brasileiros sobre a economia se mantém pessimista. Para 43% dos entrevistados, a situação econômica piorou nos últimos 12 meses, um percentual que permaneceu estável em relação à pesquisa anterior de janeiro de 2026. A inflação é uma preocupação clara: 56% dos cidadãos sentem que os preços dos alimentos estão mais altos, leitura que se alinha com o IPCA de janeiro, que registrou alta de 0,33% e um acumulado de 4,44% nos últimos 12 meses.
Essa percepção de dificuldade econômica se reflete diretamente no poder de compra, com 61% dos brasileiros afirmando que conseguem comprar menos com o dinheiro que recebem hoje, em comparação com um ano atrás. Adicionalmente, quase metade dos entrevistados (49%) avalia que está mais difícil conseguir um emprego, o que contrasta com os dados oficiais do IBGE, que indicam que a taxa média anual de desemprego em 2025 foi de 5,6%, o menor patamar desde 2012. Esse cenário complexo sugere uma desconexão entre as estatísticas macroeconômicas e a experiência vivida pela população.
G1: Quaest: 43% dos brasileiros dizem que a economia piorou nos últimos 12 meses
5. Setor da construção civil tem expectativa de crescimento para 2026
O setor da construção civil no Brasil projeta um cenário mais otimista para 2026, com uma expectativa de crescimento de 2%, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Este avanço, que marcaria o terceiro ano consecutivo de expansão, deve ser impulsionado por fatores como a esperada queda das taxas de juros, o aumento da oferta de crédito imobiliário e o reforço nos investimentos em infraestrutura. Destacam-se o orçamento recorde do FGTS para habitação, a retomada e ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida, o novo modelo de financiamento imobiliário via poupança e iniciativas como o programa Reforma Casa Brasil, que prevê investimentos significativos.
Apesar das projeções favoráveis, o setor enfrenta desafios persistentes, como a elevada carga tributária, os custos da mão de obra e os juros, que ainda impactam o ambiente de negócios. Em 2025, o crescimento desacelerou para 1,7% até o terceiro trimestre, mesmo com indicadores positivos como o consumo de cimento, que aumentou 3,68%. Os custos da construção (INCC) também superaram a inflação geral, com a mão de obra registrando alta de quase 9%. Contudo, o setor continuou gerando empregos, fechando 2025 com 2,9 milhões de trabalhadores formais, e os investimentos em infraestrutura, majoritariamente privados, totalizaram cerca de R$ 280 bilhões.
G1: Setor da construção prevê avanço em 2026 com corte de juros, crédito e investimentos